R$ 22 mil a R$ 44 mil. Essa é a faixa que aparece em 2026 para quem pergunta quanto custa reformar cozinha de uns 10 m² com tudo novo: piso, parede, bancada de pedra, armários planejados e revisão de água e luz. No padrão econômico, aproveitando as instalações e com armário mais simples, a conta cai para R$ 8 mil a R$ 15 mil em média. E o que separa uma ponta da outra quase nunca é o piso.
Antes de pedir orçamento, levante as quantidades. Na calculadora de pisos você descobre quantas caixas comprar, e o resto da conta a gente monta junto aqui embaixo.
Para onde vai o dinheiro numa cozinha de 10 m²
Os números abaixo vêm de levantamentos de 2026 para uma cozinha compacta, sem eletrodomésticos. São referências de capital do Sudeste; no interior a mão de obra costuma sair mais barata.
| Etapa | Faixa em média |
|---|---|
| Demolição e retirada de entulho | R$ 1.500 a R$ 3.000 |
| Hidráulica e elétrica | R$ 3.500 a R$ 7.000 |
| Revestimentos (material e assentamento) | R$ 4.000 a R$ 8.000 |
| Bancada de pedra com recortes | R$ 3.200 a R$ 7.300 |
| Marcenaria (armários e ferragens) | R$ 10.000 a R$ 19.000 |
| Total | R$ 22.200 a R$ 44.300 |
Os armários sozinhos levam perto de 45% do orçamento, mais do que demolição e revestimentos somados. Quem tenta caber no bolso trocando o porcelanato por um mais barato está cortando no lugar errado.
A tabela não inclui pintura nem a reserva para imprevistos. Em imóvel antigo, separe de 10% a 15% a mais. Quebrou o azulejo velho e apareceu cano de ferro galvanizado podre? Esse dinheiro vai sair de algum lugar.
Marcenaria: o item que define o padrão
O preço do armário planejado é cobrado por metro linear de parede. Em São Paulo, as referências de 2026 ficam assim: padrão econômico (MDF branco, puxador de perfil, corrediça simples) de R$ 1.200 a R$ 1.800 o metro; intermediário, com frentes amadeiradas ou foscas e amortecedor, de R$ 1.900 a R$ 3.200; e acima de R$ 3.500 quando entram laca e perfil de LED.
Numa cozinha com 4 metros lineares de armário, o econômico dá R$ 4.800 a R$ 7.200. O intermediário, R$ 7.600 a R$ 12.800.
Loja de marca ou marceneiro do bairro
Para o mesmo projeto, as lojas de móveis planejados costumam cobrar de 40% a 70% a mais que uma marcenaria independente. Em troca, oferecem garantia mais longa (de 5 a 10 anos, contra 1 a 3 do marceneiro) e um prazo mais previsível. Se você tem indicação de um marceneiro com obra para mostrar, nossa opinião é que compensa pegar dois ou três orçamentos locais antes de fechar com loja.
Outra conta que pouca gente faz: caixaria em MDP e portas em MDF. O MDP custa uns 10% a 15% menos e, por dentro do armário, ninguém vê a diferença. Só evite MDP embaixo da pia, onde a umidade pega.
Bancada de granito, quartzo ou outra pedra
Granito instalado sai, em média, de R$ 350 a R$ 1.500 o m², e a variação vem da cor e da raridade da pedra. Os granitos nacionais mais comuns, como o Verde Ubatuba, ficam na parte de baixo da tabela, e há marmoraria cobrando menos que isso pela pedra crua. Quartzo e pedras importadas ficam lá em cima.
O que encarece a bancada não é só o m². Cada recorte de cuba, de cooktop, cada frontão e cada saia de 4 cm entra na conta da marmoraria. Uma bancada reta, com cuba de sobrepor e frontão baixo, pode sair bem mais em conta que uma em L com cuba esculpida.
Piso e parede: a conta das caixas e da argamassa
Vamos usar uma cozinha de 2,5 m por 4 m, com pé-direito de 2,60 m. Piso de porcelanato 60×60 em caixas de 1,44 m², assentamento reto.
Caixas = área × (1 + perda) ÷ m² por caixa
Com 10% de perda: 10 × 1,10 = 11 m². Dividindo por 1,44, dá 7,6, ou seja, 8 caixas. Se for assentar na diagonal, suba a perda para 12% ou mais. Explicamos os detalhes no post sobre como calcular a quantidade de piso.
Na parede, uma escolha que corta bastante o custo: em vez de revestir do chão ao teto, revista só a faixa entre a bancada e o armário aéreo, que fica com uns 60 cm de altura. Numa bancada em L com 5 m de extensão, são só 3 m² de revestimento. O resto da parede leva tinta lavável.
Para assentar tudo, a calculadora de argamassa colante usa cerca de 5 kg/m² para a AC2 (a indicada para áreas molhadas e porcelanato interno). Piso de 10 m² mais 3 m² de parede dá 65 kg, ou 4 sacos de 20 kg. Peça de 60×60 ou maior pede dupla colagem, então guarde uma folga. Depois, o rejunte você calcula na calculadora de rejunte.
Mão de obra de assentamento de porcelanato ficou, em 2026, entre uns R$ 58 e R$ 97 o m² conforme o estado. Para 13 m², algo entre R$ 760 e R$ 1.270, sem contar rodapé e recortes de tomada.
Quanta tinta entra na reforma
Na mesma cozinha, o perímetro de 13 m vezes 2,60 m dá 33,8 m² de parede. Tirando porta (1,68 m²), janela (1,2 m²) e a faixa revestida (3 m²), sobram uns 28 m² para pintar. Em cozinha, prefira acrílica semibrilho, que aguenta pano úmido e gordura.
Pela calculadora de tinta, a semibrilho rende uns 12 m² por litro por demão. Em duas demãos: 28 ÷ 12 × 2 = 4,7 litros, ou seja, dois galões de 3,6 L. O teto de 10 m² em acrílica fosca leva 2 litros, um galão. Se a parede estiver manchada de gordura, lave com desengordurante antes; tinta nova sobre gordura descasca em poucos meses. Tem mais detalhe sobre selador e massa no post de como calcular litros de tinta.
Onde dá para economizar sem se arrepender
O maior corte possível é não mudar nada de lugar. Mudar a pia de parede ou levar o ponto de gás para outro canto acrescenta de R$ 1.500 a R$ 4.000, fora o quebra-quebra de piso e parede. Manter a pia, o fogão e a geladeira onde estão economiza de R$ 2.000 a R$ 5.000 só em mão de obra. É o que explica dois projetos na mesma metragem, um de R$ 15 mil e outro de R$ 25 mil.
Layout também pesa. Uma cozinha linear, com tudo numa parede só, chega a sair até 20% mais barata que uma em L ou em U, porque tem menos canto, menos ferragem de canto e bancada mais simples.
Piso antigo firme e nivelado aceita porcelanato por cima, com argamassa própria para piso sobre piso. Sai a demolição e boa parte da caçamba. Só confira se a porta aguenta a camada nova.
E onde não vale cortar? Na fiação. Forno elétrico ligado junto com micro-ondas e airfryer esquenta tomada de fio fino até derreter. Já que a parede vai ser aberta, passe circuitos separados, com bitola de cabo dimensionada para a carga.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para reformar uma cozinha?
Uma troca de piso e pintura fica pronta em 1 a 3 semanas. Com bancada nova e ajuste de instalações, conte 3 a 6 semanas de obra. Os armários têm prazo próprio de fabricação, de 30 a 60 dias depois do pedido, por isso feche a marcenaria logo no início.
Dá para reformar a cozinha morando no imóvel?
Dá, mas prepare uma cozinha provisória com fogão de duas bocas e uma pia de tanque. O pior é a semana da demolição, por causa do pó.
Quanto custa reformar só o piso da cozinha?
A mão de obra para 10 m² fica entre R$ 580 e R$ 970, em média. Some o porcelanato (11 m² já com a perda) e uns R$ 20 por m² dos insumos de assentamento. O preço da peça é o que mais varia.
Feche primeiro o projeto da marcenaria com as medidas reais, só depois calcule os materiais. Na ordem inversa, o orçamento quase sempre estoura.
Precisa de mais informações? Use nossas calculadoras:
Descubra quantas caixas de piso comprar na Calculadora de Pisos.
Calcule os galões para paredes e teto na Calculadora de Tinta.
Veja quantos sacos usar no assentamento na Calculadora de Argamassa Colante.
Fontes
- Monitor do Mercado: quanto custa reformar uma cozinha de 10 m² em 2026
- Monitor do Mercado: quanto custa uma reforma completa de cozinha em 2026
- Lar Pontual: quanto custa cozinha planejada
- Lar Pontual: assentamento de porcelanato, custo por m²
Aviso importante: este conteúdo é apenas um guia
As informações, contas e calculadoras do O Jeito Certo servem como referência para você planejar e conversar com quem vai executar o serviço. Elas não substituem projeto, cálculo, vistoria nem o acompanhamento de um profissional habilitado. Não aplique por conta própria: antes de qualquer obra, reforma ou instalação, procure um engenheiro, arquiteto, eletricista ou técnico da área, que vai avaliar o seu caso e assumir a responsabilidade técnica pelo serviço (com ART ou RRT, quando exigida).
Segurança em primeiro lugar: desligue o disjuntor antes de qualquer contato com a instalação elétrica, use equipamentos de proteção (luvas, óculos e calçado fechado), não trabalhe em telhado, laje ou altura sem cinto de segurança e treinamento, e nunca mexa em estrutura, gás ou rede elétrica sem um profissional.
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